(Impacts on Mental Health of the COVID-19
Pandemic: A Literature Review)

Gustavo Ferreira Moreira 1, Rian Barreto Arrais Rodrigues de Morais 2, Leonardo Torres Camurça 3, Thais Moura Teixeira 4, Luiza Palacio Pinheiro 5, Camilla Matos Carvalho de Santana 6, Rian Brunno de Oliveira Lima 7,                                            Djalma Laurindo da Silva Júnior 8, Jordana de Oliveira Pontes 9, Lucas Souza de Melo 10, Genilson Pereira Gurgel 11,       Maria Luiza Fagundes Avila dos Santos 12, Lucas Queixa Nogueira 13

  1. Universidade Regional do Cariri- URCA, Brazil
  2. Discente de Medicina, Centro Universitário São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brazil, ORCID: 0000-0003-1971-1243
  3. Discente de Medicina, Faculdade metropolitana (UNNESA), Brazil, ORCID: 0009-0008-2888-2486
  4. Discente do Curso de Medicina, Universidade Potiguar, Brazil
  5. Cirurgiã-dentista, FMJ IDOMED Juazeiro do Norte, Brazil
  6. Cirurgiã-dentista, FMJ – IDOMED Juazeiro do Norte, Brazil
  7. Discente do Curso de Medicina, Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte, Brazil
  8. Discente do Curso de Medicina, Universidade Regional do Cariri (URCA), Brazil
  9. Discente do Curso de Medicina, UNINTA SOBRAL CE FAMED, Brazil, ORCID: 0009-0005-8445-0790
  10. Graduado em Medicina, Faculdades Integradas Aparício Carvalho – FIMCA, Brazil, ORCID: 0000-0002-4047-0993
  11. Discente do curso de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brazil, ORCID: 0000-0003-4331-8484
  12. Discente do curso de Medicina, Centro Universitário Aparício Carvalho- FIMCA, Brazil, ORCID: 0009-0005-1248-2486
  13. Graduado em Medicina, Faculdades Integradas Aparício Carvalho – FIMCA, Brazil, ORCID: 0009-0007-0362-8847

Received: 18 August 2024

Revised: 21 August 2024

Accepted: 21 August 2024

Published: 21 August 2024

Keywords:

Mental health, COVID-19, pandemic, anxiety; depression.

Palavras-chave:

Saúde mental, COVID-19, pandemia; ansiedade; depressão.

Corresponding author:

Rian Barreto Arrais Rodrigues de Morais.

Discente de Medicina na Centro Universitário São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brazil

rianbarretojm10@gmail.com 

ORCID: 0000-0003-1971-1243

doi: 10.5281/zenodo.13356766

ABSTRACT

Chimeric Antigen Receptor (CAR) T-cell therapy is one of the most promising emerging treatments for hematologic malignancies. Although several therapeutic targets are under development, CD19 remains the most widely used antigen in the treatment of B-cell malignancies. It has dramatically changed the treatment of relapsed or refractory B-cell lymphomas. Due to the extraordinary response rates and the long duration of these responses in patients with high-risk B-cell lymphoma, the FDA quickly approved anti-CD19 CAR T-cell therapy for various lymphoma subtypes. The process begins with the extraction of mononuclear cells from the patient’s or a healthy donor’s peripheral blood using leukapheresis. The T cells are activated and genetically modified to express the chimeric antigen receptor (CAR), enabling them to attack specific cancer cells. After modification, the CAR T cells are expanded and frozen until they are infused into the patient. Thus, a systematic literature review was conducted via the PubMed platform, with careful selection and The COVID-19 pandemic profoundly impacted global mental health, exacerbating conditions such as anxiety, depression, and stress. This study reviewed the literature to identify the pandemic’s main effects on mental health across various population groups, including the general population, healthcare professionals, university students, and the elderly. A narrative review was conducted in July 2024, using the Virtual Health Library (BVS) as a data source, selecting 17 relevant articles after applying rigorous criteria. The results indicate a significant increase in anxiety, depression, and stress levels, with healthcare professionals facing high levels of burnout and post-traumatic stress disorder. University students reported increased academic pressure and difficulties with remote learning, while the elderly suffered from social isolation and fear of infection, intensifying loneliness and depression. Factors such as perceived infection risk and work overload were crucial in worsening mental health conditions. Interventions like psychological support, resilience programs, and telemedicine emerged as strategies to mitigate these impacts, though their effectiveness varied by symptom severity and context. The pandemic intensified preexisting vulnerabilities, highlighting the need for continuous and adaptable public policies and interventions to promote psychological well-being.
RESUMO
A pandemia de COVID-19 impactou profundamente a saúde mental global, exacerbando condições como ansiedade, depressão e estresse. Este estudo revisou a literatura para identificar os principais efeitos da pandemia na saúde mental de diferentes grupos populacionais, incluindo a população geral, profissionais de saúde, estudantes universitários e idosos. Foi realizada uma revisão narrativa em julho de 2024, utilizando a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) como fonte de dados, com a seleção de 17 artigos relevantes após aplicação de critérios rigorosos. Os resultados indicam um aumento significativo nos níveis de ansiedade, depressão e estresse, com profissionais de saúde enfrentando altos níveis de burnout e transtorno de estresse pós-traumático. Estudantes universitários relataram maior pressão acadêmica e dificuldades com o ensino remoto, enquanto os idosos sofreram com o isolamento social e medo da infecção, intensificando sentimentos de solidão e depressão. Fatores como o risco percebido de infecção e a sobrecarga de trabalho foram determinantes no agravamento das condições de saúde mental. Intervenções como suporte psicológico, programas de resiliência e telemedicina emergiram como estratégias para mitigar esses impactos, embora sua eficácia tenha variado conforme a gravidade dos sintomas e o contexto. Conclui-se que a pandemia intensificou vulnerabilidades preexistentes, ressaltando a necessidade de políticas públicas e intervenções contínuas e adaptáveis para promover o bem-estar psicológico.

INTRODUÇÃO / INTRODUCTION

A pandemia de COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, emergiu no final de 2019 e rapidamente se espalhou globalmente, resultando em uma crise de saúde pública sem precedentes. Esse evento disruptivo impactou não apenas a saúde física, mas também teve um efeito profundo na saúde mental. Isolamento social, quarentenas, medo de infecção e incerteza econômica foram fatores significativos que contribuíram para o aumento de problemas de saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e estresse (1).

Desde os primeiros meses da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou um aumento de 25% na prevalência global de ansiedade e depressão durante o primeiro ano. Esse aumento é atribuído a múltiplos fatores de estresse, como isolamento social, medo da infecção e preocupações financeiras (2).

Profissionais de saúde na linha de frente enfrentaram pressão extrema, resultando em altos níveis de burnout e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). O medo constante de contaminação, a sobrecarga de trabalho e a necessidade de tomar decisões críticas contribuíram significativamente para esses desfechos negativos (3).

Crianças e adolescentes foram particularmente afetados pelo distanciamento social e fechamento de escolas, interrompendo suas rotinas e limitando suas interações sociais. Esses fatores, aliados ao estresse familiar e à incerteza quanto ao futuro, impactaram negativamente o desenvolvimento emocional e comportamental desses jovens (4).

Os idosos sofreram com isolamento severo, resultando em aumento de sentimentos de solidão, ansiedade e depressão. A vulnerabilidade desse grupo devido à fragilidade física e à perda de redes de suporte social intensificou esses sentimentos (5).

Grupos vulneráveis, como minorias étnicas, pessoas com deficiência e indivíduos em situação de rua, enfrentaram desafios adicionais, incluindo acesso desigual aos cuidados de saúde e recursos de suporte mental. A pandemia acentuou as disparidades existentes, destacando a necessidade de abordagens direcionadas para mitigar os impactos desproporcionais nesses grupos (6).

Dado esse contexto, este estudo objetiva revisar a literatura atual para identificar os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental. Essa análise é essencial para informar políticas de saúde pública e intervenções que possam mitigar os efeitos adversos e promover o bem-estar psicológico durante e após a pandemia.

METODOLOGIA / METHODS

Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em julho de 2024. A revisão narrativa permite uma abordagem abrangente e detalhada, integrando diversos tipos de estudos e fontes de dados para fornecer uma visão ampla do tema (7).

A pesquisa foi baseada na seguinte pergunta de pesquisa: “Quais os impactos da pandemia da COVID-19 na saúde mental das pessoas?”. Com isso, foram utilizados os descritores: COVID-19, SARS-CoV-2, Pandemia, Saúde mental, Impacto psicológico, Transtornos mentais. Articulados com operador booleano “AND” da seguinte forma: (COVID-19 OR SARS-CoV-2) AND (Saúde Mental OR Transtornos Mentais OR Ansiedade OR Depressão OR Estresse Psicológico OR Burnout Profissional OR Transtorno de Estresse Pós-Traumático OR Isolamento Social OR Quarentena OR Luto).

Foi realizada busca na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os critérios de inclusão foram: 1) abordar diretamente os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental das pessoas; 2) ter texto completo disponível; 3) ter sido publicado nos últimos cinco anos; 4) estar no idioma inglês, português ou espanhol.

Já os critérios de exclusão admitidos foram os seguintes: 1) não abordar diretamente a temática proposta por esta pesquisa; 2) publicação datada de mais de cinco anos; 3) não estar no idioma português, inglês ou espanhol.

Os filtros aplicados foram: 1) idiomas: inglês, português e espanhol; 2) últimos cinco anos; 3) texto completo disponível; e 4) Tipos de estudo: estudo observacional, estudo de prevalência, estudo diagnóstico, estudo de rastreamento, ensaio clínico controlado, revisão sistemática, estudo de incidência, revisão sistemática de estudos observacionais. A base de dados utilizada foi a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS).

Foi realizada uma avaliação dos trabalhos extraídos desta busca de forma pareada e independente por dois pesquisadores, com a realização de leitura de título e resumo dos trabalhos encontrados. Assim, foram identificados 1940 artigos que possivelmente se adequaram aos critérios. Logo, adotou-se as medidas para a realização desta seleção, como mencionado.

Foram aplicados os critérios de inclusão e exclusão, assim como adicionais de relevância para selecionar os estudos mais pertinentes. O critério de relevância considerou: 1) artigos com DOI, pois estes geralmente são de alta qualidade e publicados em revistas com revisão por pares; 2) estudos publicados em revistas de alto impacto; 3) artigos altamente citados. Após esta triagem, foram selecionados 17 artigos.

Os estudos selecionados foram apresentados, conforme o quadro 1, com as informações: autores (ano de publicação), título, objetivo do estudo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO / RESULTS & DISCUSSION

O quadro 1 contém informações importantes sobre as referências utilizadas para compor este estudo.

Quadro 1. Descrição dos estudos selecionados.

Ref.TítuloObjetivo geral
15Comparison of psychopathology, purpose in life and moral courage between nursing home and hospital healthcare workers during the COVID-19 pandemic.Comparar a psicopatologia apresentada por trabalhadores da saúde em hospitais versus aqueles em lares de idosos durante a pandemia de COVID-19, e analisar o papel preditivo do propósito de vida e da coragem moral no surgimento de psicopatologias.
16The independent and combined impact of moral injury and moral distress on post-traumatic stress disorder symptoms among healthcare workers during the COVID-19 pandemic.Explorar o impacto independente e combinado de sofrimento moral (DM, do inglês) e dano moral (MI, do inglês) nos sintomas de transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) entre uma amostra de profissionais de saúde canadenses que trabalhavam em um ambiente de saúde durante a pandemia de COVID-19.
21Mental health disorders among medical students during the COVID-19 pandemic in the area with no mandatory lockdown: a multicenter survey in Tanzania.Determinar a prevalência e os fatores associados às condições de saúde mental entre estudantes universitários na Tanzânia durante a pandemia de COVID-19
8Perceived risk of COVID-19 hurts mental health: the mediating role of fear of COVID-19 and the moderating role of resilienceExaminar a prevalência de depressão e ansiedade na população geral chinesa e explorar o papel mediador do medo do COVID-19 entre o risco percebido do COVID-19 e a depressão/ansiedade e o papel moderador da resiliência entre o medo do COVID-19 e a depressão/ansiedade.
14Evaluation of psychological distress, burnout and structural empowerment status of healthcare workers during the outbreak of coronavirus disease (COVID-19): a cross-sectional questionnaire-based studyAvaliar o sofrimento psicológico, o burnout e o estado de empoderamento estrutural dos profissionais de saúde durante o surto de COVID-19 e avaliar seus preditores.
24Network analysis of mental health problems among adults in Addis Ababa, Ethiopia: a community-based study during the COVID-19 pandemicInvestigar a estrutura da rede de depressão, ansiedade e estresse percebido entre adultos em Adis Abeba e identificar os sintomas mais centrais e intermediários dentro do modelo de rede de sintomas depressivos-ansiedade- percebidos.
12Does parental mental health mediate the association between parents’ perceived stress and parent-infant bonding during the early COVID-19 pandemic?Considerar a ligação entre pais e bebês em relação ao estresse percebido e ao sofrimento psicológico dos pais durante o primeiro lockdown, e examinar se as associações entre o estresse e a ligação pais-bebê foram mediadas pela saúde mental dos pais.
19The Role of Depression and Anxiety Symptom Severity in Remotely Delivered Mental Health Care.Examinar as diferenças nas características de saúde mental dos veteranos que receberam atendimento via VA Video Connect (VVC) ou somente por áudio durante as fases iniciais da pandemia de COVID-19.
17Professional quality of life and fear of COVID ‐19 among Spanish nurses: A longitudinal repeated cross‐sectional study.Avaliar as mudanças na fadiga por compaixão (compassion fatigue – CF), burnout (BO), satisfação com a compaixão (compassion satisfaction – CS) e o medo da COVID-19 entre enfermeiros espanhóis, comparando dois momentos de avaliação: antes e após a campanha de vacinação contra a COVID-19.
10Journalistic media and adolescents in the COVID-19 pandemic: a documental analysis.Analisar como a mídia jornalística tem descrito as questões de qualidade de vida (QV), atividade física (AF) e saúde mental (SM) de adolescentes durante a pandemia da COVID-19.
18The mental health impacts of the COVID-19 pandemic among individuals with depressive, anxiety, and stressor-related disorders: A scoping review.Realizar uma revisão de escopo (scoping review) de estudos publicados no primeiro ano da pandemia de COVID-19, com foco em indivíduos que já apresentavam sintomas preexistentes de depressão, ansiedade e transtornos relacionados ao estresse específico (como transtorno de estresse pós-traumático e estresse agudo).
11Factors associated with mental health outcomes after COVID-19: A 24-month follow-up longitudinal study.Investigar a proporção de desfechos de saúde mental (MHOs) e os fatores associados em sobreviventes da COVID-19 durante um período de acompanhamento de 24 meses.
20COVID-19-related intrusive thoughts and associated ritualistic behaviors.Avaliar os pensamentos intrusivos relacionados à COVID-19 e os comportamentos ritualísticos associados (CITRB) entre diferentes grupos, incluindo estudantes do ensino médio, universitários, pacientes psiquiátricos ambulatoriais e membros da comunidade na China, durante o período de março a maio de 2020.
22Association between occupational stress and mental health of nurses during the COVID-19 pandemic: A cross-sectional research.Explorar a associação entre o estresse ocupacional e a saúde mental entre enfermeiros chineses durante a pandemia de COVID-19.
9Psychotic experiences, perceived stress, and suicidal ideation among the general population during the COVID-19 pandemic: Findings from Japan.Examinar o papel do estresse percebido na associação entre experiências psicóticas (PEs) e ideação suicida na população geral durante a pandemia de COVID-19, um período caracterizado por altos níveis de estresse e aumento no comportamento suicida.
23Evaluation of the association between fear of COVID-19 and pregnancy distress.Investigar a relação entre o medo da COVID-19 e o estresse gestacional em mulheres grávidas saudáveis que vivem na Turquia.
13Work Intensification and Its Effects on Mental Health: The Role of Workplace Curiosity.Analisar o efeito da intensificação do trabalho sobre o estresse, ansiedade e depressão dos trabalhadores, e explorar o papel da curiosidade no local de trabalho nessas relações.
1Mental health impacts of the COVID-19 pandemic on children and youth – a systematic review.Revisar as evidências existentes sobre o impacto global da pandemia de COVID-19 na saúde mental de crianças e adolescentes com menos de 19 anos de idade.

Fonte: elaborado pelos autores, 2024. Ref.: Referência.

Efeitos na População Geral

A pandemia de COVID-19 teve um impacto profundo e multifacetado na saúde mental da população geral. Estudos indicam que a percepção de risco relacionado à COVID-19 mostrou uma associação significativa com sintomas de ansiedade e depressão. Por exemplo, na China, um estudo longitudinal demonstrou que o aumento do risco percebido intensificou os níveis de ansiedade e depressão entre os residentes urbanos. Esses achados sublinham a importância de estratégias de comunicação pública que possam reduzir o medo exagerado e promover uma percepção mais equilibrada dos riscos (8).

Além disso, em Adis Abeba, Etiópia, uma análise de rede foi utilizada para investigar a prevalência de problemas de saúde mental durante a pandemia. Os resultados indicaram uma interligação significativa entre diversos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e estresse. Este estudo destacou a complexidade das interações entre diferentes tipos de transtornos mentais e a necessidade de abordagens integradas para tratamento e suporte. A identificação de fatores de risco comuns e a interdependência entre os transtornos sugerem que intervenções multifacetadas são essenciais para abordar esses problemas de forma eficaz6.

No Japão, a pandemia exacerbou a prevalência de experiências psicóticas, estresse percebido e ideação suicida entre a população geral. Os achados demonstraram que o aumento do estresse e do isolamento social durante a pandemia contribuiu significativamente para esses resultados. Esses achados enfatizam a importância de suporte psicológico contínuo e de intervenções que possam reduzir o estresse percebido e fornecer mecanismos de enfrentamento eficazes para lidar com a ansiedade e a depressão severas (9).

A cobertura midiática da pandemia também teve um impacto substancial na saúde mental, especialmente entre adolescentes. A exposição contínua a notícias sobre a COVID-19 aumentou os níveis de estresse e ansiedade. A análise documental mostrou que a forma como a mídia retratou a pandemia pode ter exacerbado a percepção de medo e incerteza, especialmente entre os jovens, que são mais vulneráveis às influências externas. Estes resultados sugerem que é crucial monitorar e ajustar a comunicação midiática para evitar a amplificação do medo e da ansiedade (10).

Além disso, um seguimento de 24 meses identificou fatores associados aos desfechos de saúde mental após a pandemia. A exposição prolongada a estressores pandêmicos teve efeitos duradouros na saúde mental, com muitos indivíduos continuando a experimentar ansiedade e depressão mesmo após a diminuição das restrições de confinamento. Este estudo enfatiza a necessidade de suporte psicológico contínuo e intervenções que possam ajudar os indivíduos a se recuperar dos efeitos psicológicos prolongados da pandemia (11).

A pandemia também afetou significativamente a saúde mental dos pais e cuidadores, influenciando negativamente o vínculo entre pais e bebês. Um estudo identificou que o estresse parental, mediado pela saúde mental dos pais, teve um impacto adverso no vínculo entre pais e bebês durante a pandemia. A situação econômica instável e o aumento das responsabilidades domésticas foram fatores que contribuíram para esses efeitos negativos (12).

A intensificação do trabalho e seus efeitos na saúde mental, com destaque para a curiosidade no local de trabalho, revelaram a importância de condições de trabalho favoráveis para a saúde mental. Um estudo demonstrou que o aumento das demandas de trabalho durante a pandemia levou a níveis elevados de estresse e burnout, afetando negativamente a saúde mental dos trabalhadores (13).

Em um estudo realizado no Irã, a avaliação da saúde mental dos trabalhadores da linha de frente durante a pandemia revelou altos níveis de sofrimento psicológico, burnout e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Os resultados sugerem que intervenções psicossociais específicas são necessárias para mitigar esses impactos e fornecer suporte adequado aos trabalhadores (14).

Profissionais de Saúde

A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos para a saúde mental dos trabalhadores da saúde, com variações importantes observadas entre diferentes ambientes de trabalho. Em um estudo conduzido na Espanha, foi constatado que trabalhadores de lares de idosos experimentaram níveis mais elevados de distúrbios como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático em comparação com seus colegas que atuavam em hospitais. Fatores como o propósito de vida e a coragem moral mostraram-se relevantes na proteção contra esses efeitos psicológicos adversos, enquanto a exposição de entes queridos ao SARS-CoV-2 pareceu intensificar o impacto negativo. Essas observações sugerem que o ambiente e circunstâncias pessoais podem desempenhar um papel crucial na resposta psicológica dos profissionais de saúde durante crises como a pandemia, oferecendo pistas sobre como futuras situações similares poderiam ser geridas (15).

Na Europa, a combinação de lesão moral e estressores pandêmicos afetou a saúde mental dos trabalhadores da saúde. Lesão moral resultante de ações que violam a moral ou os valores éticos dos indivíduos, junto com a pressão pandêmica, levou a altos níveis de ansiedade, depressão e burnout. Intervenções incluíram treinamento em resiliência, suporte psicológico e espaços seguros para discussões éticas (16).

No Irã, altos níveis de sofrimento psicológico, burnout e TEPT foram observados entre os trabalhadores da linha de frente. As causas incluíram a sobrecarga de trabalho, o medo constante de contaminação e a necessidade de tomar decisões críticas sob alta pressão. Recomendações incluíram sessões de terapia individual e de grupo, suporte psicossocial contínuo e estratégias institucionais para melhorar as condições de trabalho (14).

Na Espanha, enfermeiros relataram que o medo contínuo da COVID-19 afetou negativamente sua qualidade de vida profissional, levando a níveis elevados de estresse e burnout. As intervenções sugeridas incluíram a melhoria das condições de trabalho, suporte psicológico contínuo e programas de bem-estar focados na redução do estresse e aumento da resiliência (17).

Globalmente, uma revisão sistemática e meta-análise revelou um aumento substancial nos níveis de ansiedade, depressão e burnout entre os profissionais de saúde devido à pandemia. Recomendações para enfrentar esses desafios incluíram políticas institucionais para garantir suporte psicológico contínuo, programas de treinamento em resiliência e recursos adequados para lidar com a sobrecarga de trabalho (18).

A eficácia dos cuidados de saúde mental entregues remotamente também foi influenciada pela gravidade dos sintomas de depressão e ansiedade. A telemedicina emergiu como uma ferramenta valiosa para fornecer suporte psicológico, especialmente em contextos com contato presencial limitado. A gravidade dos sintomas deve ser considerada para otimizar os resultados do tratamento (19).

Estudantes Universitários

A pandemia de COVID-19 impactou profundamente a saúde mental dos estudantes universitários, especialmente daqueles em cursos exigentes como medicina. Os níveis de ansiedade e depressão aumentaram significativamente entre esses estudantes devido à incerteza sobre o futuro, à pressão acadêmica exacerbada e à preocupação com a saúde pessoal e familiar3. A transição para o ensino remoto trouxe desafios adicionais, com dificuldades na adaptação às novas tecnologias e métodos de ensino, o que aumentou o estresse e a ansiedade. A falta de interação social e o isolamento também tiveram um impacto negativo, destacando a necessidade de programas de suporte psicológico e atividades que facilitem a interação social virtua (20).

A telemedicina surgiu como uma ferramenta valiosa para fornecer suporte psicológico durante a pandemia, especialmente onde o contato presencial era limitado. No entanto, a eficácia desses cuidados remotos foi influenciada pela gravidade dos sintomas de depressão e ansiedade. Estudantes com sintomas mais severos necessitaram de intervenções mais intensivas, indicando que a gravidade dos sintomas deve ser considerada para otimizar os resultados do tratamento remoto (19).

Além disso, a pressão para manter o desempenho acadêmico em um ambiente de ensino alterado, juntamente com as preocupações de saúde mental, resultou em níveis elevados de burnout entre os estudantes universitários. Programas de resiliência e estratégias de enfrentamento foram recomendados para ajudar os estudantes a lidar com o estresse acadêmico e manter a motivação durante a pandemia (21).

Em resumo, a pandemia de COVID-19 exacerbou os desafios enfrentados pelos estudantes universitários, especialmente aqueles em cursos de alta demanda como medicina. Intervenções direcionadas, incluindo suporte psicológico remoto, programas de bem-estar e estratégias de enfrentamento, são essenciais para mitigar os impactos negativos na saúde mental desse grupo (19,21).

Idosos

A pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo na saúde mental dos idosos, exacerbando sentimentos de solidão, ansiedade e depressão devido ao isolamento social e ao risco elevado de complicações graves por infecção. Os idosos, sendo um grupo particularmente vulnerável, enfrentaram desafios únicos durante a pandemia que afetaram profundamente seu bem-estar psicológico (9,14).

O isolamento social foi uma das principais causas de sofrimento mental entre os idosos durante a pandemia. As medidas de distanciamento social e o fechamento de centros de convivência e locais de socialização reduziram drasticamente o contato social, levando a um aumento nos sentimentos de solidão e isolamento. Estudos indicam que a solidão é um fator de risco significativo para a depressão e a ansiedade entre os idosos, e a pandemia exacerbou esses sentimentos devido ao prolongado período de isolamento (9,14).

O medo da infecção por COVID-19 também contribuiu significativamente para a ansiedade entre os idosos. Muitos relataram medo constante de contrair o vírus, o que levou a comportamentos de evitação e ao aumento do estresse. Este medo foi intensificado pela cobertura midiática da pandemia, que muitas vezes destacava o risco elevado de complicações graves e morte entre os idosos (9,10).

Além disso, muitos idosos enfrentaram a perda de entes queridos durante a pandemia, o que contribuiu para o aumento dos sintomas de depressão e luto complicado. A impossibilidade de realizar rituais de despedida tradicionais e a limitação de visitas hospitalares e funerais dificultaram o processo de luto, exacerbando o sofrimento emocional (9,14).

A pandemia também impactou negativamente o acesso dos idosos aos serviços de saúde mental. As restrições de mobilidade e o fechamento de muitos serviços presenciais dificultaram o acesso a tratamentos e suporte psicológico. Embora a telemedicina tenha emergido como uma alternativa para fornecer cuidados de saúde mental, muitos idosos enfrentaram barreiras tecnológicas que limitaram sua utilização, como falta de familiaridade com a tecnologia e acesso limitado à internet (14,199.

Intervenções específicas para mitigar esses impactos incluíram programas de suporte psicológico remoto, atividades de engajamento social virtual e iniciativas comunitárias para fornecer suporte emocional e reduzir o isolamento. Esses programas visaram melhorar a conectividade social dos idosos e fornecer recursos para enfrentar o estresse e a ansiedade (9,14,19).

Trabalhadores e Ambientes de Trabalho

A intensificação do trabalho foi um dos fatores críticos que afetaram a saúde mental dos trabalhadores durante a pandemia. Blanco-Donoso explorou como o aumento das demandas de trabalho e a necessidade de adaptação rápida às novas condições impactaram a saúde mental dos trabalhadores. A curiosidade no local de trabalho, definida como um desejo de explorar novas ideias e aprender, emergiu como um fator moderador que poderia mitigar alguns dos efeitos negativos da intensificação do trabalho. Trabalhadores que demonstraram maior curiosidade tendiam a lidar melhor com o estresse e a encontrar soluções criativas para os desafios impostos pela pandemia (13).

O estresse ocupacional entre os enfermeiros durante a pandemia foi investigado em um estudo que revelou uma associação significativa entre o estresse ocupacional e a saúde mental dos profissionais de enfermagem. A sobrecarga de trabalho, o medo constante de contaminação e a pressão para cumprir protocolos rigorosos de segurança contribuíram para níveis elevados de estresse e burnout. O estudo recomendou a implementação de intervenções para reduzir o estresse ocupacional, incluindo a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e o fornecimento de suporte psicológico (22).

A pandemia também gerou pensamentos intrusivos e comportamentos ritualísticos relacionados à COVID-19 entre os trabalhadores. Leong (20) destacou que a preocupação constante com a infecção e a necessidade de seguir protocolos de higiene rigorosos levaram ao desenvolvimento de pensamentos intrusivos e comportamentos repetitivos. Esses sintomas foram particularmente prevalentes entre trabalhadores em ambientes de alta exposição ao vírus, como hospitais e clínicas. O estudo sugere que intervenções psicossociais podem ser eficazes na redução desses sintomas e no fornecimento de estratégias de enfrentamento (20).

A avaliação do medo da COVID-19 e do  estresse na gravidez também foi abordada por Mamuk (23) que investigou a associação entre o medo da infecção e o estresse gestacional. As mulheres grávidas relataram níveis elevados de ansiedade e medo de contrair o vírus, o que impactou negativamente sua saúde mental durante a gravidez. Intervenções direcionadas, como suporte psicológico e educação sobre medidas de segurança, foram recomendadas para reduzir o estresse gestacional (23).

A pandemia de COVID-19 trouxe à tona a vulnerabilidade da saúde mental em diversos grupos populacionais, exacerbando problemas preexistentes e gerando novos desafios. A população geral experimentou um aumento significativo nos níveis de ansiedade, depressão e estresse, impulsionados pelo medo da infecção, isolamento social e incertezas econômicas. O risco percebido de contrair a COVID-19 foi um fator crucial que afetou a saúde mental, com estudos mostrando que a percepção exagerada do risco estava associada a maiores níveis de ansiedade e depressão. A cobertura midiática intensificou esses sentimentos, especialmente entre os adolescentes, que são mais suscetíveis às influências externas e ao estresse resultante do consumo excessivo de notícias.

Os profissionais de saúde enfrentaram uma carga desproporcional de estresse e burnout devido à pressão constante, risco de infecção e decisões éticas difíceis. As intervenções para apoiar esses profissionais, como sessões de aconselhamento, programas de resiliência e suporte psicossocial contínuo, mostraram-se eficazes na redução dos sintomas de ansiedade e depressão. No entanto, a combinação de lesão moral e estressores pandêmicos destacou a necessidade de suporte psicológico mais robusto e políticas institucionais para melhorar as condições de trabalho.

Estudantes universitários, especialmente aqueles em cursos exigentes como medicina, enfrentaram desafios adicionais devido à transição para o ensino remoto, a falta de interação social e a pressão acadêmica aumentada. O aumento na prevalência de ansiedade, depressão e burnout entre esses estudantes sublinhou a necessidade de suporte psicológico específico e programas de bem-estar para mitigar os impactos negativos na saúde mental.

Os idosos, sendo um grupo particularmente vulnerável, sofreram com a solidão, ansiedade e depressão exacerbadas pelo isolamento social e pelo medo de complicações graves da COVID-19. A perda de entes queridos e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde mental devido às restrições de mobilidade agravaram ainda mais esses problemas. Programas de suporte psicológico remoto e atividades de engajamento social virtual emergiram como intervenções essenciais para melhorar a conectividade social e fornecer suporte emocional.

Trabalhadores em diversos setores também enfrentaram desafios significativos, com a intensificação do trabalho e o medo da infecção contribuindo para altos níveis de estresse e comportamentos ritualísticos relacionados à COVID-19. A curiosidade no local de trabalho mostrou-se um fator moderador que pode mitigar alguns dos efeitos negativos da intensificação do trabalho. Intervenções psicossociais, a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e o fornecimento de suporte psicológico contínuo são cruciais para enfrentar esses desafios e promover a saúde mental dos trabalhadores.

A telemedicina emergiu como uma ferramenta valiosa para fornecer cuidados de saúde mental durante a pandemia, especialmente em contextos onde o contato presencial era limitado. No entanto, a eficácia desses cuidados foi influenciada pela gravidade dos sintomas de depressão e ansiedade, indicando a necessidade de considerar a severidade dos sintomas ao planejar intervenções remotas.

CONCLUSÃO / CONCLUSION

A pandemia de COVID-19 expôs e agravou as vulnerabilidades na saúde mental de diversos grupos populacionais. A população geral experimentou aumentos significativos de ansiedade, depressão e estresse devido ao isolamento social, medo da infecção e incertezas econômicas. Profissionais de saúde enfrentaram altos níveis de burnout e sofrimento psicológico, necessitando de apoio robusto e melhorias nas condições de trabalho. Estudantes universitários, especialmente os de medicina, foram impactados pela transição para o ensino remoto e pela pressão acadêmica, destacando a necessidade de programas de suporte psicológico. Idosos sofreram com a solidão e depressão, indicando a importância de programas de suporte remoto e engajamento social. Trabalhadores em vários setores enfrentaram estresse ocupacional e comportamentos ritualísticos, necessitando de intervenções psicossociais e ambientes de trabalho mais seguros.

A telemedicina mostrou-se uma ferramenta valiosa para cuidados de saúde mental, especialmente onde o contato presencial era limitado, mas deve considerar a gravidade dos sintomas para ser eficaz.

É essencial implementar políticas e intervenções contínuas e adaptáveis às necessidades de cada grupo, promovendo resiliência, programas de bem-estar e melhores condições de trabalho. Essas ações fortalecerão a saúde mental global e prepararão a sociedade para enfrentar futuras crises com maior resistência.

Conflitos de Interesse

Os autores deste estudo afirmam que não há nenhum conflito de interesse.

Financiamento

A realização desta pesquisa ocorreu com financiamento por meio próprios dos autores.

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